hahahahahaha…
(Source: pleatedjeans)
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(Source: pleatedjeans)
Knowing your own darkness is the best method for dealing with the darknesses of other people.
— Carl G. Jung
Um dia, você longe, e tudo parece deixar de ser tão real e tangível… Só há sentido em minha realidade com você presente.
3 notes
Algo ocorre no mundo. Algo estranho e absurdo ocorre no mundo. Não sabemos lidar com o absurdo, com o que foge à repetição… ao hábito. Somos cruelmente impelidos ao horror, a tristeza e ao efeito embasbacante do absurdo. E enquanto ele se repetir pelos dias não sentiremos firmeza em nossa existência e nossas crenças capengas. É assim, certo?
Ou talvez quando nos permitimos olhar para o outro lado, subir à superfície, e ver que há também o inverso. Não o inverso semântico que dizem os dicionários sobre absurdo: a razão - ela também nos acomete das mais variadas maluquices como uma vara elástica vertical ao chão que impulsiona de um lado ao outro numa quase assimetria: razão absurdo, bem mal, verdade mentira, esperança desespero. E essa vara muitas vezes enfrenta as leis físicas da inércia, permanece desenhando arcos constantes no ar… Oscilante.
O contrário da crueza da vida que enfrenta nossa compreensão (nosso ser-no-mundo) implicando contradição que nos foge dos métodos, e a verdade é lançada pra fora como um furúnculo inflamado compulsivamente apertado. A verdade passa a ser um insulto, uma ilusão e um enfrentamento contra nossa natureza. A verdade não pode nem ao menos passar por revisões: é contraditória a revisão de um termo tão absoluto como a verdade, certo?
Enquanto criado pelo homem é fadado ao erro e revisão, logo a verdade nada mais é que um conceito sobre alguma coisa. Um termo pode ter a pretensão do absoluto, mas nunca o é realmente, só é como valor utópico, horizonte para o desenvolvimento do pensar. Perde-se a sacralidade da razão humana, ganha-se o valor sobre a metamorfose que as palavras podem passar.
O homem está afastado de Deus. Foi morto por uns, desacreditado por outros. Como Pã também foi morto outrora. (Pan ho megas tethneken) Mas o Absoluto (to pan) sobreviveu aos erros de interpretação. E isso só me faz ir mais longe: o mito hermético de que entre os homens e os deuses há um babuíno idiossincrático e rabugento, passando-nos informações decepadas e distorcidas.
Mas já passamos da perda de fé em qualquer “to pan”. Esse universo fugiu de nosso horizonte e habita conceitualmente toda e qualquer tentativa de fé e busca pela verdade. Mesmo o mais crente e fiel dos homens em seja lá em que for, não tem mais a certeza de um homem ordinário e qualquer de séculos atrás. Junto ao “século das luzes”, muitos esqueceram que essa metáfora trás implicitamente o que a luz produz: não só extrema clareza nas partes que ilumina, mas muitíssimas sombras atrás dos obstáculos encontrados. E essa verdade natural se reproduz - e nada mais lógico - na natureza da mente humana.
Jung disse em uma entrevista em 1933: “Devagar. Devagar. Com cada bem chega um mal correspondente, e a cada mal corresponde um bem. Não corram depressa demais ao encontro de um, a menos que estejam preparados para encontrar o outro”. E Heráclito, um dos nossos mais velhos mestres, nos apresentava isso como a mais óbvia das coisas. E referente a esta dicotomia que a realidade possui, Joseph Campbell nos disse: “One thing that comes out of myths is that at the bottom of the abyss comes the voice of salvation. The black moment is the moment when the real message of transformation is going to come. At the darkest moment comes the light”. Enquanto seres compreendendo no mundo, somos abertos a toda e qualquer tentativa de aprendizado: o mal não deixará de existir, somente poderá ser aquilo que trará luz… Ser o motivo da mudança e da melhoria, o fator que nos mostra que muito ainda precisa ser mudado, moldado. Até onde parece ter a melhor das situações pode incorrer de sofrer uma grande calamidade.
E…
A verdade nos foge quando tentamos manipulá-la, transformá-la, restaurá-la… Mas da onde ela vem senão da própria realidade? Somente numa dialética com a realidade, deixando que está mesma nos reabilite, transforme e restaure a própria verdade em nós mesmos, deixando que as fronteiras ilusórias de Sujeito (nós) X Objeto (realidade) percam forma.
Somos a realidade. Somos ciclos, mudança e restauração. Mas não quero que o sentido de mudança e reabilitação fique em linhas simplórias.
Divagante, olho para o caos como quem olha por uma janela estreita que oferece um horizonte recortado já sabendo que por outras janelas, por mirantes mais espaçosos, poderei encontrar uma paisagem mais completa. E talvez em outros mirantes não possuímos altura o suficiente para completarmos mais ainda a dimensão do horizonte… Até alcançarmos e aceitarmos que nosso angulo de visão é estreito e não podemos mapear em uma só percepção o que a realidade nos oferece. Daí estes quebra-cabeças racionais e metodológicos que tentam reconstruir a realidade, num Frankenstein ideal.
A Verdade, não sabemos… A verdade se dá através de nosso espírito, realidade e história. É isso que deve nos guiar no caminho da compreensão.
[continua…]
quando-a-alma-transborda-deacti asked: Oi, eu te amo, sabia? ♥
hm… coincidência? =P
Sua voz, mais uma vez, me mostrou como você é capaz de alegrar o meu dia.
Seu jeitinho elétrico e animado ao falar comigo, suas piadinhas e os apelidos que você me dá… Olha, sou capaz de apostar e ganhar que ninguém no mundo é capaz de abrir um sorriso tão bobo só por ouvir que você está com…
É inexplicável, amor! Posso tentar todas as vezes, a todo momento, mas não há como simplesmente explicar. Meu amor não é nem quantificável muito menos cabe somente em mim: é nosso, transborda! Quando você está longe preciso ser forte o suficiente para compreender que nossos corações já não compartilham mais nenhum distancia… Ainda ouço sua respiração, sinto seu calor e a maciez de sua pele, ainda vejo seu olhar (oceano do meu espírito, guardiã da minha alma)!
Não consigo mais encarar isso tudo na normalidade, no padrão sistemático e nas faltas de nuances que a “realidade” insiste em empurrar para nós como verdade essa ilusão. Você, satisfatoriamente, soube me mostrar a fuga do padrão, dessa mentira inventada por corações medrosos e sozinhos.
Não há qualquer necessidade nociva, nem apego doentio; há simplesmente uma grande verdade: nossos espíritos fluem juntos, sabem do que precisam… de nossa unidade! Nosso estado natural. Um.
Não é só questão de amor. Nem só de algum pensamento lógico. Vai pelo caminho mais fácil do reconhecimento, do encontro de dois corpos, duas mentes, dois corações. Meu coração já não sente mais aquela solidão tão forte do passado, nem se apega a qualquer desespero ou apego com o medo do futuro. Sinto o que você já é dentro de mim. Algo indescritível, forte e cheio de formas, gestos e sentidos diferentes. Você não é só mistério para mim, mas é certeza.
Da falta de clareza não sobrevive amor algum. Contigo sobra-me certezas, transborda carinho e cumplicidade, respeito e paixão. Meu amor toma uma forma do qual, agora, somos mais do que responsáveis. Nosso amor é um só-nosso mundo! Chega a parecer um sonho, uma utopia para minha mente quando está cansada. Somente observando de perto, com calma, com amor, com essa verdade, que constato que nada mais é do que aquilo que nos é necessário. Parte da minha vida, prece das minhas manhãs, agradecimento das minhas noites, as notas da música que meu coração toca… Você é bem mais doce do que uma primavera florida e com sabor de mil frutas, mais aconchegante e necessária do que uma manhã ensolarada depois de uma noite bem fria. Sou modesto em ainda dizer que preciso de você, quando sei que no fundo falo: para sempre!